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Próxima Meditação Guiada em Belém – Sábado dia 25 de Novembro

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Oct 232017
 

A próxima Meditação Guiada em Belém (ver localização), terá lugar no  dia 25 de Novembro, Sábado, pelas 18h.

O local das meditações é o pavilhão da antiga ‘Igreja Paroquial De São Francisco Xavier’, entre a Rua Diogo Afonso – 1400 Lisboa  – e a Rua Jorge Álvares, que fica na segunda rua à esquerda, de quem vem do Mosteiro dos Jerónimos e sobe pela direita do Ministério da Defesa Nacional – pode visualizar-se neste link.

Por ser um edifício isolado não tem número de porta e é bastante fácil de avistar quando se chega ao local.

AJAHN SUMEDHO EM PORTUGAL ENTRE OS DIAS 24 e 30 de JANEIRO.

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Jan 012016
 

AJAHN SUMEDHO

Renomeado Mestre e Monge Budista estará em Portugal entre os dias 24 e 30 de Janeiro

Devido ao seu estado de saúde e cansaço, Ajahn Sumedho não dará a Palestra de Terça-Feira no CENTRO UPAYA. Em vez dele, estarão presentes quatro monges – Ajahn Vajiro; Ajahn Moshe; Ajahn Asoko e Venerável Appamado – para as habituais actividades no CENTRO UPAYA às 19h30.

(Informação actualizada) Calendário de Eventos

  • Terça-Feira 26 de Janeiro às 19h30: AJAHN VAJIRO; AJAHN MOSHE; AJAHN ASOKO e VEN. APPAMADO no CENTRO UPAYA – Calçada dos Sete Moinhos 143A, (Campolide) LISBOA (Google maps: https://goo.gl/maps/XyqVJiyBdwq ). T: 913590753 /Mais informações consultar – http://upaya.pt/
  • Sexta-Feira 29 de Janeiro às 19h: AJAHN SUMEDHO – Palestra O Budismo, Portugal e o Mundo no AUDITÓRIO MUNICIPAL BEATRIZ COSTA (entrada livre)Avenida 25 de Abril 6, MAFRA (Google maps: https://goo.gl/maps/x1xJs2ZgQz32 ). T: 261 819 711

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Em 1977, Quando Ajahn Sumedho deixou a Tailândia para ir para Londres, existia somente uma casa na cidade onde ele e outros três monges ficavam. Havia interesse local na meditação e no Budismo, mas pouco entendimento acerca dos monges da Tradição da floresta ou da vida monástica.

Talvez percebendo quão difícil seria estabelecer o Sangha em tal ambiente, Ajahn Chah aconselhou o Venerável Sumedho aí a permanecer: não regressar à Tailândia pelo menos durante cinco anos.

O resultado dos esforços de Ajahn Sumedho, passados trinta e sete anos, com sua liderança, ensinamento e exemplo, é uma Sangha internacional de monges e monjas agora estabelecidos em mosteiros filiados por todo o mundo, praticando o Dhamma-vinaya em ambientes monásticos apropriados. Tendo Ajahn Sumedho como Guia-mestre, muitas pessoas contribuíram para tornar a propagação do ensinamento (sasana) do Buddha numa realidade, desde a origem da Comunidade na Tailândia até ao Reino Unido e mais além. Foram muitos os apoiantes devotos locais, bem como à volta do mundo, e especialmente muitas as pessoas na Tailândia que deram à Sangha Ocidental um enorme apoio material e espiritual, tão consistente ao longo dos anos.

As sementes da vida do Sangha que Ajahn Sumedho aprendeu com Ajahn Chah em Wat Nong Pah Pong na Tailândia, foram agora semeadas em muitos lugares. No seu empenhamento em preservar a preciosa jóia do treino que recebeu, Ajahn Sumedho ajudou a tornar essa jóia acessível a pessoas em todo o mundo, desde aqueles que resolvem seguir a via monástica como monges e monjas, até às muitas pessoas cujas vidas foram tocadas pela Sangha incontáveis vezes. Ajahn Sumedho inspirou já directamente o estabelecimento de nove mosteiros no Ocidente. O décimo mosteiro está agora em vias de se estabelecer, em Fonte Boa dos Nabos – Ericeira – seu nome ‘Sumedharama’.

(Esta informação pode ser disponibilizada nas redes sociais do Twitter, Facebook, etc.)

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METTA SUTTA

[As palavras do Buddha sobre o Amor e a Compaixão]

“Eis o que se deve fazer, para cultivar a bondade e seguir a via da paz:

Ser capaz e ser honesto, franco e gentil no falar.

Humilde e não arrogante, contente, facilmente satisfeito,

Aliviado de deveres e frugal no seu caminho.

Pacífico e sereno, sábio e inteligente, sem orgulho, sem exigência por natureza.

Que ele nada faça que os sábios possam vir a reprovar.

Desejando: Na alegria e na segurança, que todos os seres sejam felizes.

Quaisquer que sejam os seres vivos, fracos, fortes, sem excepção

Dos maiores aos mais pequenos, visíveis ou invisíveis,

Estejam perto ou estejam longe, nascidos ou por nascer –

Que todos os seres sejam felizes!

Que ninguém engane ninguém, ou despreze alguém em que estado for.

Que ninguém por raiva ou má-fé, deseje mal a alguém.

Assim como uma Mãe protege o filho, com sua vida, seu único filho,

Assim de coração infinito, se deveria estimar todo o ser vivo;

Irradiando ternura por todo o mundo: Acima ao mais alto céu,

E abaixo às profundezas; Irradiante e sem limites, livre de ódio e má-fé.

Seja parado ou a andar, sentado ou deitado, livre de torpor,

Esta é uma lembrança a manter. Diz-se esta ser a sublime permanência.

O puro de coração, com clareza de visão, ao não insistir em ideias fixas,

Liberto dos desejos dos sentidos, não voltará a nascer neste mundo.

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O INCONDICIONADO

Atthi bhikkhave ajātam abhūtaṁ akataṁ asankhataṁ.

No cetaṁ bhikkhave abhavissa ajāta abhūtaṁ akataṁ asankhataṁ

Na yidaṁ jātassa Bhūtassa katassa Sankhatassa nissaraṇaṁ Paññayetha.

Yasmā ca kho bhikkhave atthi ajātaṁ abhūtaṁ akataṁ asankhataṁ, 

tasmā jātassa bhūtassa katassa sankhatassa nissaraṇaṁ paññāyati

Existe um Não-nascido, Não-originado, Incriado, Não-formado.

Se não existisse este Não-nascido, Não-originado, Incriado, Não-formado,

a libertação do mundo do nascido, originado, criado, formado, não seria possível.

Mas uma vez que existe um Não-nascido, Não-originado, Incriado, Não-formado,

assim é possível a libertação do mundo do nascido, originado, criado, formado.

 Ud. VIII, 3

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Passagem de Ano em Meditação e Silêncio

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Dec 232015
 

ABM3

Nesta Passagem de Ano, na noite de 31 de Dezembro, teremos o habitual Puja às 19h30 com cânticos e meditação, e de seguida uma palestra dada por Ajahn Vajiro.

A seguir, até à meia-noite, vigília de meditação livre sentada, e se o tempo assim o permitir, intercalando-se com meditação a andar no jardim.

À meia-noite, o assumir dos 5 Preceitos e os Cânticos de encerramento.

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Todos são bem vindos

BEM HAJAM

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CALENDÁRIO 2016 (PDF – english)

FSC2016

[…] 47. Assim como uma inundação poderosa leva de enxurrada a aldeia que dorme,

também a morte leva de enxurrada a pessoa de mente distraída que só arranca as flores(do prazer).

48. O Destruidor traz sob sua influência a pessoa de mente distraída que,

insaciável em desejos sensuais, apenas arranca as flores(do prazer).

49. Assim como a abelha recolhe o mel da flor sem ferir sua cor ou fragrância,

assim vai o sábio(h) na sua ronda a recolher comida na vila.

50. Que ninguém procure o defeito nos outros; que ninguém observe as

omissões e acções dos outros. Mas observemos os nossos próprios actos.

51. Tal como uma flor bonita cheia de cores mas sem fragrância, da mesma

maneira, infrutíferas são as palavras justas de quem não as pratica.

52. Tal como uma flor bonita cheia de cor e também fragrância, da mesma

maneira, frutuosas são as palavras justas de quem as pratica. […]

DHAMMAPADA

 

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Celebração VESAK 2015 – Domingo 24 de Maio em Pinhal de Frades

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Mar 032015
 
VESAK
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​​Neste ano de 2015, a 24 de Maio, Domingo, terão lugar as Celebrações do VESAK no Mosteiro em Pinhal de Frades, comemorando o Nascimento, Iluminação e Parinibbana do Buddha Gautama há 2500 anos. Connosco teremos a presença de Ajahn Jutindharo (Preechar) monge Tailandês convidado, que nos visitará de 18 a 25 de Maio.
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Phra_Preechar Jutindharo
Ajahn Jutindharo é um discípulo do Venerável Ajahn Chah. Quando tinha 13 anos assumiu os preceitos de noviço, seguindo-se a ordenação completa em 1987 aos 20 anos de idade. Enquanto ainda noviço, passou uma temporada em Wat Pah Nanachat (o Mosteiro Internacional) no nordeste da Tailândia, onde aprendeu inglês. Em 1993 foi convidado para integrar a comunidade monástica de Santacittarama em Itália – http://santacittarama.altervista.org/e_index.htm – onde ainda hoje vive.
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Para quem estiver interessado em participar, teremos o seguinte programa:
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Sábado, dia 23:

– 19h30  O habitual puja vespertino seguido de uma pequena palestra e circumambulação.

Domingo, dia 24:

– 10h00     Tomada dos Preceitos, seguido de Parittas (Cântico das Protecções).

– 10h30     Cerimónia do arroz (pindabat) e oferta da refeição.

– 11h00     Almoço (meal).

– 13h00    Palestra / Desana (Dhamma talk).

– Anumodana / Benção / Blessing.

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Todas as pessoas ficam convidadas a participar, podendo desfrutar do ambiente comemorativo e contemplativo da ocasião e espaço do Mosteiro.
 
Bem Hajam
 
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A História do VESAK

(Pali – Vesākha; Skt. – Vaiśākha)

O Nascimento, Iluminação e Parinibbana (morte) do Buddha

Entre as diversas Comunidades Budistas, principalmente a Linha Theravada existente em diversos países como a Tailândia e o Sri Lanka, partilha-se e mantem-se a Tradição unânime de comemorar a data que representa três acontecimentos fulcrais na Vida de Siddhartha Gautama, o Buddha: o momento da Concepção em que o Seu Ser se ligou ao útero de Sua Mãe; o momento em que Ele alcançou a Iluminação sob a Árvore Bodhi aos 35 anos; e o momento da sua morte física com passagem para Parinibbānna aos 80 anos.

Muita controvérsia e incerteza existem ainda em torno da data de nascimento de Gautama Buddha. A Lenda inicial que deu origem à identificação dos três eventos, Concepção, Iluminação e Morte do Buddha reunidos numa mesma data, surgiu no Sri Lanka, algum tempo depois do Budismo se ter estabelecido como Religião no País, no entanto não existe nenhuma referência no Cânone Budista que suporte esta tripla conjunção, tendo sido a celebração desta data conjunta posteriormente propagada para outros países, principalmente para o Sudeste Asiático, aonde a Tradição se manteve até aos dias de hoje.

Mais uniforme e estendendo-se à quase maioria de todas as Linhas Budistas no Mundo, é, em relação ao Seu Nascimento, a Crença e a Tradição de que Buddha Gautama nasceu quando a Lua Cheia se encontrava em Vaiśākha (palavra sânscrita). Vesaka ou Vesak, são hoje em dia nomes correntes utilizados para identificar esta Cerimónia Sagrada, a mais importante do ano no mundo Budista. Vesaka ou Vesak derivam precisamente da palavra sânscrita Vaiśākha, que na realidade remonta aos antiquíssimos anais do Calendário original Védico Lunar, que acabou por resultar no antigo Calendário Hindu com as diferentes adaptações subsequentes regionalizadas, vindo a resultar nos diversos Calendários Regionais Indianos da nossa época.

Originalmente, Vaiśākha é o nome Sânscrito Védico de uma Estrela ou Constelação hoje identificada como Alpha Libra (Al genubi) Zubenel Genubi Libra-3a, segundo R.H.Allen e S. Balakrishna, nome este usado para representar uma específica Mansão Lunar (Nakshatra em Sânscrito) ou signo.

No antigo Calendário Védico, a Nakshatra Vaiśākha é uma das 27 Mansões Zodiacais de 13.3 graus sensivelmente, Mansões estas que na sua totalidade perfazem os 360 graus da eclíptica zodiacal, ou seja, este sistema é idêntico ao nosso Calendário Solar, só que em vez de 12 signos de 30 graus, é composto por 27 signos de 13.3 graus.

​ A discrepância entre Constelações e Signos com o mesmo nome, traduz-se no recuo de 30 graus em a cada 2150 anos em média, em que a posição relativa da Terra e suas Estações de Ano, meses e signos zodiacais, recuam 0.36 graus anualmente ​para com a direcção Sol/esfera Celeste com suas Estrelas e Constelações, demorando 2150 anos a percorrer os 30 graus correspondentes a cada sigo, sucedendo assim as chamadas eras astrológicas que completam um ciclo de 360 (12 meses x 30) graus em 25 800 anos. Por exemplo, no inicio do século 21, a posição do sol no equinócio de Primavera (21 de Março) já tem como fundo (por trás do Sol) a fronteira entre a constelação de peixes e a de aquário e não a fronteira entre o carneiro e peixes. Confuso que possa parecer, significa isto que a 21 de Março da época actual, o que temos como fundo celeste à entrada no signo de Carneiro, não é a constelação do signo de Carneiro mas sim a constelação de Peixes.

Assim, hoje, a Mansão Vaiśākha de 13.3 graus, considera-se estar situada entre o 13º (223) e 26º (236) graus do Signo de Escorpião, não na Constelação celeste de Escorpião devido à precessão dos Equinócios. ​

Segundo reza a História o Buddha Gautama, nasceu no momento em que a Lua Cheia se encontrava na Mansão de Vaiśākha. Isto significa que estando a Lua Cheia num signo, o Sol estará em oposição perfeita a 180 graus do outro lado da Terra. O que quer dizer que ocorrendo a Lua Cheia no Signo de Escorpião, o Sol estará no Signo oposto, Touro.

Com o passar dos séculos e milénios, o Calendário Védico Hindu sofreu aferições e reformas, sendo hoje o Calendário Indiano resultado das mudanças operadas em marcos cruciais da sua reforma como o “Jyotish Vedānga” (um dos seis adjuntos dos Vedas, séculos XII-XIV a.C.) e padronizado no ‘Surya Siddhanta” por volta do século III a.C. Nestas reformas, sucedeu a determinada altura a mudança do Sistema Lunar de 27 Nakshatras para a adopção do Calendário Solar de 12 meses/Signos de 30/31 dias/graus, adoptando nomes de certas Nakshatras (signos) para designar precisamente determinado mês Solar. Sendo o primeiro mês designado por Chaitra (correspondente ao Signo de Carneiro), Vaiśākha designa hoje no Calendário Nacional Indiano, o segundo mês Solar do Ano, indo de 21 de Abril a 22 de Maio, correspondendo isto​ ao Signo do Touro no Calendário Ocidental.

Como regra geral e pelo que dita a Lenda e o Mito, comemora-se o Vesak normalmente na Lua Cheia do mês de Maio (quando o Sol está em Touro), podendo por vezes suceder a escolha da Lua Cheia de Junho conforme a Convenção Budista Internacional, devido à necessidade das aferições a realizar entre o ciclo Lunar e Solar,​ ao longo dos anos.

​Hoje,​ é​ no entanto​ difícil ​de se​ asseverar com​ total​ certeza, qual foi a data e Estação precisas​ em que na realidade Siddhārtha Gautama nasceu, tendo-se no entanto convencionado, quase em todas as tradições budistas, seja por tradição ou por carácter mais esotérico, que esse evento ocorreu na Lua Cheia de Touro. De qualquer forma, a origem da certeza maior incide com relação à constelação celeste em que se encontrava a Lua Cheia (Vaiśākha) no momento do nascimento, não o signo/Estação do Ano em que se encontrava.
Neste ano de 2015, astronómica e astrologicamente a Lua Cheia de Vesak ocorre a 4 Maio às 5h e 44 minutos da manhã. Na convenção e calendário budista, o Vesākha Pūjā (Vesak) será a 1 de Junho, como se pode verificar em http://forestsanghapublications.org/viewBook.php?id=80&ref=vec . No nosso mosteiro Sumedhārāma celebraremos o Vesak este ano Domingo 24 de Maio.

Passando agora para a Simbologia mais profunda deste evento, Vaiśākha é a única Mansão/Signo das 27 com duas Divindades Regentes, Indra, o Deus da Transformação; e Agni, o Deus do Fogo. Combinados, Eles reflectem a energia, a força e o potencial poderoso da Transmutação Alquímica e Espiritual. Júpiter é o seu Planeta regente, inspirando Entusiasmo, Fé, Optimismo e Esperança. A Lua Cheia nesta Mansão é assim um poderoso momento que conforme a energia envolvida n​o​ aspecto Lua-Sol, em interacção com a zona celeste de Vaiśākha (Al-Genubi ou Alpha Libra), invoca a Solene influência e inspiração das Energias mais elevadas e sagradas na dimensão superior da nossa vida, onde um maior recolhimento na profundidade do nosso ser interior, se predispõem ao convite da meditação contemplativa e do silêncio, em honra aos nobres ideais da purificação, do auto-conhecimento e da Iluminação consciente e inteligente, abrindo-nos assim aos princípios do ensinamento que o Buddha manifestou e trouxe ao plano da nossa existência.

Esta data inspira e invoca assim o regresso e o renovamento da energia Budhi em mais um ano das nossas vidas, simbolizando esta data auspiciosa não só o regresso do Buddha à Terra, nossa Mãe Sagrada, mas também o despertar do potencial búdico no interior dos nossos Corações, Iluminação esta que Siddhārtha Gautama realizou aos 35 anos de idade.

Este é sem dúvida um momento propício à invocação da fraternidade e união dos nossos Corações em direcção à Luz, num ideal comum,​ para além de Raças ou Religiões. Amor Incondicional​, Compaixão, Gentileza/Bondade​, ​Paz e Equânimidade,​ são a essência objectiva​ e ​ética do verdadeiro caminho. O propósito da Divina Realização Além-Morte/Nirvāna (Paranirvāna), é a mais alta meta a realizar neste mundo material contingente, impermanente e insubstancial, a qual sem a base primária da prática da meditação e do ensinamento (Dhamma), se torna uma utopia. O Buddha encorajou com o seu exemplo e ensinamento, que o homem buscasse e investigasse em si próprio, diligentemente, as causas da insatisfação e sofrimento no mundo do apego e do desejo, abrindo caminho à libertação espiritual pelo cultivo e adopção de uma vida mais pura, virtuosa, permeada de aperfeiçoamento em direcção à derradeira Libertação final. O caminho da pureza interior, conduz à Saúde e traz Alegria e Paz aqui e agora, e prepara o terreno/caminho para a Libertação final deste mundo condicionado de apego e ilusão.

No Livro da Disciplina Mahāvagga do Cânone Páli, no primeiro Kandhaka (Mahākandhaka), encontramos a seguinte passagem no Brahmayācanakathā Suttā, Estância 12:

12. «Assim o Abençoado, olhando para o mundo com o Seu Olhar de Buddha, viu os seres com os olhos mentais obscurecidos e quando Ele assim os viu, dirigiu-se a Brahmā Sahampati na seguinte estância:

«Apāruta tesam amatassa dvārā;
Ye sotavanto pamuñcantu saddham;
Vihimsasaññī pagunam na bhāsim;
Dhammam panītam manujesu brahme».

«Bem abertos estão os Portões para a realidade imortal,

para todos aqueles que tenham ouvidos para ouvir;

deixai-os conseguir a Fé para realizar est​a travessia.

O doce e bom conhecimento eu não o revelei Brahmā,

Desesperado por essa fatigante tarefa de ensinar os Homens».

O Vesak representa a Luz da compreensão e do desapego em morte íntima frutificando na renúncia​ gradual encorajada pelo Buddha. Nesse Caminho renascem o Amor Incondicional e a Luz interior no Ser Humano, criando um mundo melhor em direcção à Paz, ao Entendimento e ao Nirvana, sendo as primas qualidades e virtudes do bem pela renúncia consciente, a ponte para a Libertação final deste mundo.

 

 

Autores e Obras consultadas:
– Vināya Pitaka – Mahāvagga – Mahākandhaka – Brahmayācanakathāsuttā
– Swāmi Chidānanda – 1 Maio 1964
– Prasad Gokhale – Fredericton, New Brunswick, Canada
– Venerable Mettanando Bhikkhu
– Diálogo da interrogação e das maravilhas (Majjhima Nikâya, Sutta 123.)
– S. Balakrishna, Ph.D – Names of Stars from the Period of Vedas – January 1998
– S. Balachandra Rao, Indian Astronomy: An introduction, Universities Press, Hyderabad, 2000.
– Anindita Basu
– Dennis Harness, Ph.D.

 

Bem Haja
 Posted by at 08:00