Ajahn Sumedho

 

LPSumedhajahn

Ajahn Sumedho nasceu em Seattle, Washington, em 1934. Cresceu no seio de uma família Anglicana juntamente com uma irmã mais velha. Entre 1951 e 1953, estudou Chinês e História na Universidade de Washington. Depois de servir quatro anos como médico-assistente na Marinha dos Estados Unidos, regressa à Universidade e completa o BA (Bachelor of Arts degree) o Bacharelato, em Estudos do Extremo-Oriente.

Os estudos introduzem-no ao Budismo através da leitura, enquanto o período de serviço na Marinha leva-o a entrar em contacto com a “Sociedade Budista do Japão”. Em 1961, inscreve-se novamente para concretizar o grau de Licenciatura MA (Master of Arts degree) em Estudos do Sul-Ásiático, na Universidade da Califórnia, Bekerley, onde se graduou em 1963.

Desiludido e insatisfeito com o dogmatismo da religião ocidental, decide em 1966, viajar até à Tailândia para praticar meditação em Wat Mahathat, Bangkok. Não muito depois, toma ordenação como monge noviço numa parte remota do País, Nong Khai, até receber ordenação completa em 1967.

Um ano de prática solitária segue-se. Apesar de frutificante, esse período mostrou-lhe a necessidade de um professor que pudesse guiá-lo mais activamente. Um encontro furtuito com um monge em visita, conduziu-o a procurar o seu mestre de meditação na província de Ubon, no “Mosteiro da Tradição da Floresta” (Forest Monastery) em Wat Pah Pong, o mosteiro de Ajahn Chah. Aceita Ajahn Chah como seu preceptor, tornando-se assim seu discípulo e ficando sob sua orientação íntima durante dez anos.

 

Em 1975, Ajahn Chah autoriza-o a liderar uma pequena comunidade de monges, não muito longe de Wat Pah Pong, fundando assim um “Mosteiro da Tradição da Floresta” para monges do Ocidente, Wat Pah Nanachat, “International Forest Monastery”, onde os ocidentais pudessem vir e treinar em inglês. No ano de 1976, Ajahn Sumedho realiza uma viagem à América de visita aos pais, não no entanto sem fazer escala em Inglaterra, sendo convidado a ficar num pequeno Mosteiro Budista em Hampstead, London. Uma segunda visita a este Mosteiro, no ano seguinte de 1977, acompanhado por Ajahn Chah, tornou-se o início da sua residência em Inglaterra, precisamente no Hampstead Vihāra (Vihāra – residência ou pequeno Mosteiro), a par com outros três monges.

Desde então, com grandes esforços iniciais e muita vontade, quatro grandes estabelecimentos foram fundados como Mosteiros desta Tradição em Inglaterra: “Cittaviveka Buddhist Monastery”, em Chithurst, West Sussex; “Amarāvatī Buddhist Monastery” em Great Gaddesden, Hertfordshire; “Aruna Ratanagiri Buddhist Monastery” em Harnam, Northumberland e “Hartridge Buddhist Monastery” em Upottery, Devon.

Ajahn Sumedho é actualmente o Abade de “Amarāvatī Buddhist Monastery” (Amarāvatī – morada dos Imortais) e apadrinhou entretanto o nascimento de mais sete Mosteiros no mundo ocidental, nomeadamente: “Kloster Dhammapala” em Waldrand, Kandersteg, Suiça; “Santacittarama” em Localita “Le Brulla”, Itália; “Bodhinyana Monastery” em Serpentine, Austrália; “Bodhivana Monastery” em East Warburton, Austrália; “Auckland Buddhist Vihara” em Mt. Wellington, Nova Zelândia; “Bodhinyanarama Monastery” em Stokes Valley, Nova Zelândia; e “Abhayagiri Buddhist Monastery” em Redwood Valley – California, EUA.

Em 1981 é-Lhe conferido o grau de Upajjhaya (Upajjhāya: preceptor) isto é um monge com mais de dez anos, que tem a autoridade de conferir ordenação monástica completa. Desde então tem ordenado centenas de aspirantes de diversas nacionalidades. Em 1992 foi-Lhe conferido o título de Phra Sumedhācariya, então a primeira vez que tal honra foi concedida a um monge ocidental.

No entanto, a 14 de Agosto de 2004, foi-lhe dado por Sua Alteza Real, a Rainha da Tailândia, o título Honorífico de Phra Rāja Sumedhācariya.

 

Para além de todo o impulso pioneiro ao apadrinhar a disseminação e enraizamento inicial da Tradição da Floresta no Ocidente, Ajahn Sumedho promoveu também uma outra reinstituição fundamental, que foi a possibilidade de admitir e ordenar monjas, promovendo assim a criação de uma ala feminina (as Siladharā) na Comunidade Monástica (Sangha). Esta medida aproxima-se assim do costume da ordem de Bhikkhunis (monjas) que se perdeu no século XI e que já desde o tempo de Siddhārta Gautama vinha existindo, fazendo juz ao que Ele próprio o Buddha admitia e defendia na sua época. Como se poderá constatar no Cânone Pali, existe o reconhecimento de iguais direitos para o homem e para a mulher e que ao mesmo nível, estas podem também tornarem-se Arhats e alcançarem tanto o Nirvāna como a Iluminação pelo caminho da renúncia.

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