Vigília na Noite de Ano Novo

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Aug 302016
 

ABM3

Na noite de Ano Novo, haverá uma Vigília no Mosteiro em Pinhal de Frades,

com cânticos, meditação em silêncio e uma palestra.

Haverá também períodos dedicados a ‘Perguntas e Respostas’

e pausas para saborear um chá recuperador.

Todos são bem-vindos e desde já convidados para esta despedida

do ano que agora termina e a celebrar o Novo Ano de 2017.

A vigília começa às 19h30 de dia 31 de Dezembro 2016 e

termina pouco depois da meia-noite do dia 1 de Janeiro de 2017. 

Kathina 2016 – Domingo, dia 23 de Outubro, em Pinhal de Frades

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Aug 242016
 

Kathina 2016

 

CONVITE

Convidamo-lo/a para a Celebração da Kathina de 2016, a segunda em Portugal, 

no próximo Domingo dia 23 de Outubro de 2016.

Programa:

9h45Chegada ao Mosteiro (traga uma refeição para partilhar)

10h30 Pedido dos cinco preceitos, seguido de cânticos

11h00Oferta de arroz (Pindapat)

11h30Oferta de refeição aos monges e almoço para a comunidade leiga

12h45 A comunidade oferece o tradicional hábito monástico

13h00 – 13h40Palestra por Aj. Vajiro

A partir das 14h00 – Conversa informal com os monges.

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Na época das chuvas (Vassa), na Ásia, (período correspondente ao Verão na Europa) os monges comprometem-se a permanecer num determinado local durante três meses.
Reza a história, que no fim desse período, o Buddha permitiu que os monges procurassem tecido com o qual poderiam remendar o seu hábito antigo ou mesmo fazer um novo. Os tecidos que os monges recolhiam consistiam em trapos que haviam sido deitados fora. Com o passar do tempo as pessoas, apercebendo-se desta necessidade, começaram a pendurar tecido nas árvores para que os monges os pudessem ‘encontrar’. O costume desenvolveu-se então de forma a que não eram deixados apenas pedaços de tecido nas árvores, mas também os hábitos já feitos. As pessoas viram aqui uma oportunidade de fazer ofertas de outros requisitos aos monges, como um gesto de suporte e apreciação da prática destes. Criou-se assim a cerimónia chamada Kathina, sendo este o nome do tear que os monges usam para costurar os seus hábitos com os tecidos oferecidos.
Nesta mesma cerimónia os monges oferecem palestras sobre o Dhamma, havendo também um período onde as pessoas têm a oportunidade de se encontrarem e falarem com os monges de forma mais informal. Neste evento torna-se bastante evidente a interligação da comunidade leiga com a monástica e de como ambas beneficiam desta dinâmica.
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O projecto do Mosteiro Budista Theravada teve início em Julho de 2012, com a vinda de três monges da Tradição da Floresta da Tailândia – linhagem de Ajahn Chah – para Portugal.
A ideia de estabelecer um Mosteiro desta linhagem em Portugal surgiu em 1989. Muitos passos já foram dados neste sentido e certamente muitos ainda haverá para dar. Durante alguns anos Ajahn Sumedho e outros monges desta tradição vieram a Portugal falar sobre o Dhamma, oferecendo palestras e retiros. Estabeleceu-se, posteriormente, um órgão legal para apoiar o Mosteiro – ‘Budismo Theravada da Floresta – Comunidade Religiosa’, tendo sido então feito um convite para os monges permanecerem em Portugal.
Os monges estão desde 2013 estabelecidos em Pinhal de Frades – Mafra/Ericeira e o próximo passo a concretizar será a construção do Mosteiro no terreno adquirido no passado ano, onde se pode albergar uma comunidade monástica maior e onde as pessoas podem passar temporadas, realizar retiros, praticar meditação, estudar o Dhamma e ajudar na rotina da comunidade. Para que este sonho se possa tornar uma realidade e assim estabelecer-se uma base mais sólida e permanente para todos usufruírem da prática do Dhamma no nosso país, necessitamos sem dúvida da ajuda de todos.
Bem Haja
O Sangha da Floresta

Upasampada – Primeira Ordenação Monástica em Portugal – 18 de Setembro, às 15h00

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Aug 232016
 

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A Roda do Dhamma continua a girar, e a 18 de Setembro deste ano de 2016, teve lugar pela primeira vez em Portugal, a ordenação completa de um Monge Budista Português na Tradição Theravada da Tailândia.  O candidato a ordenação foi o Samanera (noviço ) Mandali, natural de Cascais, que se encontra a residir no nosso Mosteiro em Pinhal de Frades.

Vindo do Mosteiro Santacittarama em Itália, tivemos o Venerável Ajahn Chandapalo para liderar esta auspiciosa Ordenação. Contámos também com a presença de outros monges vindos de outros Mosteiros da Europa. Pode ver mais informações aqui.

Este acontecimento teve lugar na propriedade do Mosteiro Sumedharama, no Caminho do Vale Grande, perto da Ericeira, a norte de Fonte Boa dos Nabos. (localização)

 

Cerimónia de Estabelecimento do Sima – dia 16 de Setembro, pelas 18h30 no Novo Terreno do Mosteiro

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Aug 222016
 

No próximo dia 16 de Setembro irá ter lugar o Estabelecimento do Sima no Novo Terreno do Mosteiro, Sumedharama

Stupa

 

 

Esta cerimónia será levada a cabo pelos monges de Sumedharama que estabelecem desta forma a delimitação onde poderão decorrer as cerimónias oficiais,

como será o caso da Primeira ordenação em Portugal, no dia 18 de Setembro. Esta delimitação é feita através de um cântico especifico

que determina os marcos que irão delinear a área do Sima.

Assim, na sexta-feira dia 16 de Setembro, teremos a seguinte sequência de eventos a decorrer no Novo Terreno do Mosteiro:

18h30 – Cerimónia de Estabelecimento do Sima

19h00 – Meditação em Silêncio no Novo Terreno do Mosteiro

19h45 – Palestra de Dhamma proferida por Ajahn Vajiro

Nesta Cerimónia estarão também presentes monges de vários mosteiros europeus como Ajahn Khemanando, Ajahn Candapalo, Ajahn Karuniko, Ajahn Cittakorn, Ajahn Jutindharo, Ajahn Kongrit e Ajahn Nyanadassano.

 

Todos são Bem Vindos a assistir e participar

 

Note-se que por esta Cerimónia estar a decorrer não se irá realizar a Meditação das 19h30 de sexta-feira em Pinhal de Frades.

 

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SIMA

Uma das condições prévias para a existência e continuidade da comunidade budista é haver um limite (Sima), que define o espaço designado para actos eclesiásticos (sangha-kamma) dentro do qual todos os membros da mesma linhagem monástica presentes no local devem se reunir como sangha completo (samagga Sangha). Esta integralidade do Sangha é um pré-requisito para o desempenho válido de cada acto eclesiástico da Comunidade Budista.
Sima, ou marcos de limites budistas como muitas vezes referidos, são essencialmente objetos colocados num determinado padrão ou formação como para demarcar certos tipos de espaço sagrado budista. Estas áreas de espaço sagrado podem ser um mosteiro inteiro, um determinado edifício dentro do mosteiro ou outras áreas religiosas, como uma floresta ou habitação. Hoje em dia são comuns em toda a maioria dos países budistas Theravada do Sudeste Asiático, incluindo Tailândia, Laos, Birmânia e Camboja, com o Sima geralmente erguido em conjuntos de oito ou dezasseis pedras.
A lógica canónica para a criação de uma sima encontra-se no Mahavagga do Vinaya Pitika (Mahavagga II 5. 4-15. 2). Neste texto afirma-se que um sima (limite) deve ser criado para que determinados rituais, como o Patimokkha (recitação das regras) e Upasampada (ordenação) tomem lugar. Este limite deve ser criado por Nimitta (marcos de fronteira). Esta é uma área pequena (khanda-sima) rodeada por uma zona circundante (simantarika) estabelecida para reuniões da comunidade. Isso permite que o Sangha realize ordenações dentro dessa área delimitada.